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Análise Aplicada do Comportamento (ABA) para a intervenção com Autismo.

Atualizado: 1 de Dez de 2019

O termo ABA, comumente associado ao tratamento de indivíduos com Autismo, Síndrome de Asperger, Transtorno Invasivo do Desenvolvimento, ou enfim, qualquer forma de desenvolvimento atípico, vem da abreviação das iniciais do inglês “AppliedBehavior Analysis” (Análise Aplicada do Comportamento).





A Análise do Comportamento, também conhecida como Behaviorismo Radical ou Comportamentalismo, é uma abordagem dentro da Psicologia, que teve como principal mentor B. F. Skinner (1904-1990). A Análise do Comportamento é sustentada por um tripé: pesquisa básica, aplicada e teórica. A pesquisa básica busca, com experimentação baseada em controle de variáveis, responder a questões científicas importantes para embasar o escopo teórico; a pesquisa aplicada utiliza os conceitos básicos para intervir em questões sociais relevantes e, a pesquisa e reflexão teórica constroem os conceitos explicativos do comportamento. Assim sendo, a Análise Aplicada do Comportamento (ou o termo ABA) nada mais é do que uma linha de atuação dentro da abordagem comportamental, na qual aplicamos seus conceitos teóricos e filosóficos às necessidades e os problemas da sociedade. E, certamente, o Autismo é um desses problemas. A Análise do Comportamento é aplicada ao Autismo, assim como é aplicada à educação, ao ambiente empresarial, à clinica, ou ao esporte, por exemplo.

Uma vez que significamos o termo ABA, precisamos agora esclarecer porque ABA é reduzida, no linguajar do senso comum, ao trabalho com desenvolvimento atípico, mais especificamente o Autismo. Para explicarmos essa redução precisaríamos recorrer a fatores históricos, sociais, econômicos que nos remetem ao princípio dessa abordagem. Mas, sem podermos esgotá-los nesse texto, levantaremos algumas causas a partir de uma breve retrospectiva histórica da ABA.



SAIBA MAIS SOBRE O CURSO!

Apesar da Análise do Comportamento ter sua gênese na década de 30, quando Skinner começou a estudar a Psicologia, ainda não existia nesse início o termo ABA. Nessa fase inicial, os estudos de Skinner, baseados em um novo método experimental, compunham a Análise Experimental do Comportamento (pesquisa básica com sujeitos infra-humanos); as duas décadas seguintes (40 e 50) foram marcadas pela extensão dessa metodologia experimental com infra-humanos para sujeitos humanos, com o foco mais experimental e conceitual que aplicado. Foi em meados de 50 e na década de 60 que a Análise do Comportamento começou também a ser aplicada e bem sucedida nessa aplicação. Como a Análise do Comportamento era uma abordagem nova na Psicologia, portanto, sem tanta confiabilidade e divulgação o espaço social que se abriu para pesquisa foi com pessoas institucionalizadas (em manicômios, prisões, hospitais). A partir da década de 70 abre-se espaço para o aprofundamento de pesquisas aplicadas com autismo; e desde sua origem, a ABA foi se especializando nesse tema1. Tamanha foi a propagação de pesquisas em Análise Aplicada do Comportamento com Autismo e a eficiência dessa intervenção que temos um grande impacto, principalmente nos EUA, da ABA com Autismo (desenvolvimento de grandes centros especializados; manuais para pais, profissionais e para-profissionais; periódicos científicos dedicados exclusivamente a esse tema; fomento governamental em alguns estados para esse tipo de intervenção, por exemplo). Assim, ABA tornou-se fortemente associada ao tratamento para Autismo2.

Apesar da Análise do Comportamento ter sua gênese na década de 30, quando Skinner começou a estudar a Psicologia, ainda não existia nesse início o termo ABA. Nessa fase inicial, os estudos de Skinner, baseados em um novo método experimental, compunham a Análise Experimental do Comportamento (pesquisa básica com sujeitos infra-humanos); as duas décadas seguintes (40 e 50) foram marcadas pela extensão dessa metodologia experimental com infra-humanos para sujeitos humanos, com o foco mais experimental e conceitual que aplicado. Foi em meados de 50 e na década de 60 que a Análise do Comportamento começou também a ser aplicada e bem sucedida nessa aplicação. Como a Análise do Comportamento era uma abordagem nova na Psicologia, portanto, sem tanta confiabilidade e divulgação o espaço social que se abriu para pesquisa foi com pessoas institucionalizadas (em manicômios, prisões, hospitais). A partir da década de 70 abre-se espaço para o aprofundamento de pesquisas aplicadas com autismo; e desde sua origem, a ABA foi se especializando nesse tema1. Tamanha foi a propagação de pesquisas em Análise Aplicada do Comportamento com Autismo e a eficiência dessa intervenção que temos um grande impacto, principalmente nos EUA, da ABA com Autismo (desenvolvimento de grandes centros especializados; manuais para pais, profissionais e para-profissionais; periódicos científicos dedicados exclusivamente a esse tema; fomento governamental em alguns estados para esse tipo de intervenção, por exemplo). Assim, ABA tornou-se fortemente associada ao tratamento para Autismo2.

Definido esse termo (ABA) e o impacto que o tratamento com Autismo alcançou na área aplicada dessa ciência (gerando associações incorretas), faz-se necessário entender porque ABA não pode ser reduzida a um método, uma técnica ou um protocolo. Um ponto crucial nesse esclarecimento é definir o que é aplicar conceitos e procedimentos derivados de uma ciência experimental; para tanto, vamos definir o termo Aplicada. Três autores, com grande impacto na Análise do Comportamento (Baer, Wolf, & Risley, 1968), em um artigo seminal relativo à ABA definiram algumas dimensões que deveriam nortear a prática do analista do comportamento. Segundo os autores, a ́Aplicação ́ ao ser caracterizada pela cientificidade se contrapõe a uma prática baseada apenas na ́prestação de serviços ́; na ́prestação de serviços ́, o profissional precisa resolver questões práticas do seu cliente e utiliza conceitos e procedimentos já testados cientificamente para intervir, assim sendo, está sob controle das demandas do seu cliente. Em contraponto, uma ́Aplicação ́ precisa ao mesmo tempo, intervir num problema. Para informações mais detalhadas sobre os dados históricos aqui citados consultar Johnston.... Citar nosso texto da Memnon.

concreto e contribuir para a construção do conhecimento científico dentro de uma ciência. Portanto, o analista do comportamento fica sob controle do cliente no tratamento e, paralelamente, da produção de ciência no seu fazer acadêmico. Um fazer científico em Análise do Comportamento interessa-se por manipulação e controle de variáveis, e está comprometido com a continuidade da produção de conhecimento dentro de uma linha de pesquisa.



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