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Como lidar comportamentos inadequados de crianças com TEA - Parte #3

Atualizado: Ago 6

Vimos então como identificar a função do comportamento, como não reforçar do comportamento inapropriado, em terceiro lugar identificar os comportamentos apropriados alternativos para substituir os comportamentos inapropriados e em quarto lugar o ensino do comportamento escolhido que vai substituir o comportamento inapropriado.



(Se você ainda não viu os outros dois passos anteriores, recomendo que você >clique aqui< para compreender melhor, porque esse terceiro passo depende amplamente da compreensão dos dois conteúdos anteriores.)


Uma vez que você identificou qual é a função do comportamento inapropriado é muito importante que você seja capaz de não reforçar esse comportamento. Reforçar esse comportamento é recompensar esse comportamento.


Vale lembrar que o reforço é algo que faz com que aumente o comportamento na sua frequência, por exemplo: se eu choro para conseguir um brinquedo e consigo um brinquedo, da próxima vez que eu quiser um brinquedo eu vou chorar. Então dar um brinquedo para uma criança que chora, reforça o comportamento de choro ou seja, aumenta a frequência desse comportamento.




Se a criança bate um coleguinha para evitar a proximidade desse coleguinha e o colega sai, se ela bate num no adulto para o adulto não fazer uma demanda e esse adulto não mantêm a demanda da próxima vez que a criança quiser que aquele adulto ou criança saia de perto ele vai bater para evitar.


Então existe uma relação muito importante entre conseguir o que eu quero através do comportamento inapropriado e aumentar a frequência desse comportamento. Um comportamento que funciona tem sempre a tendência de ser reutilizado e utilizado com mais frequência.


Então, reforçar um comportamento inapropriado é permitir que a criança obtém o que ela quer de forma inapropriada. O que não quer dizer que uma criança que quer um objeto e pode tê-lo ou não possa tê-lo.


A única coisa que queremos fazer aqui ensinar a criança obter o que ela pode obter de forma apropriada. Com um comportamento que permite o seu uso socialmente, que permita um uso que não cause disruptura, que não cause transtornos para o funcionamento da Criança e não atrase em seu desenvolvimento.


Então vamos lá. Como não reforçar os comportamentos?


A primeira função dos comportamentos é justamente a obtenção de objeto tangível se quando a criança tenta obter um objeto chorando, eu dou objeto estou reforçando. Então para não reforçar o comportamento de choro eu não devo dar o objeto, pelo menos não enquanto ela estiver chorando.


Então para não reforçar comportamentos inapropriados para obtenção de objeto tangível, basta eu não dar esse objeto. Agora, basta simplesmente não dar o objeto, mas deixar ele ao alcance tentando pegar, não!




Então é importante quando eu não dou um objeto para criança que eu deixei absolutamente claro que ela não vai conseguir aquele objeto de forma inapropriada.


Então eu estou falando não! mas estou com objeto aqui no alcance da criança, eu não estou sendo claro suficiente. Então eu tiro o objeto do alcance da criança se possível até mesmo coloco fora da vista da criança para garantir que fique claro.


Enquanto você estiver chorando, se batendo, batendo ou fazendo algum comportamento inapropriado como gritar, você não vai obter esse objeto.


Para segunda função que atenção aí sim eu não posso olhar diretamente para criança ou dar alguma forma de atenção. Seja ela positiva ou negativa, seja elogiando a criança, ou seja, gritando com a criança ou brigando com a criança.


Por exemplo quando a criança bate, pega uma mão dele e dá um beijinho, fazer um carinho para mostrar não é para bateria para fazer carinho.


Se a criança tá querendo conseguir atenção e quando ela bate ela ganha carinho e atenção de qualidade a próxima vez que ela quiser atenção de qualidade basta ela bater.


Então eu estou reforçando esse comportamento. Para não reforçar o comportamento de atenção e de busca de atenção inapropriado basta eu não dar atenção, vira o rosto.


Mas se a criança está batendo não adianta eu simplesmente ignorar que ela esteja batendo, precisamos sim em casos de agressão ou de autoagressão fazer a correção desse comportamento inapropriado.


Se a criança bateu segura as duas mãozinhas junto ao corpo sem agressividade, sem fazer alguma coisa brusca e sem alterar a face ou seja, com cara de raiva, porque quando você faz cara de raiva, você ativa respostas emocionais.



Se você quer uma resposta mais racional da criança ou você quer evitar que ela simplesmente revide é melhor você manter uma expressão facial mais neutra.


Então, você diz bater não! Segura os bracinhos junto ao corpo e solta, olhando para fora.


Não é para ficar segurando por muito tempo. Se ela vier bater novamente você segura um pouco mais. Bater não! E solta. A voz tem que ser um pouco mais monótona não pode ser de forma que demonstre que você está dando atenção para ela.


E você tem que utilizar sempre a mesma frase. Porque se você começa a conversar com a criança você está dando novamente atenção.


Você não pode fazer não bate no papai e na mamãe, não faz isso. Não adianta você olhar para fora, mas tá dando atenção de outra forma.


Então você tem realmente que fazer uma coisa um pouco mais formal.


Bater não! se ele bater novamente você segura ainda um pouco mais. Você vai perceber que quanto mais você faz isso de forma consistente, mas a criança vai tender a bater menos vezes antes de parar e depois de algum tempo ela acaba mesmo parando de bater.


Mas é importante lembrar, quando você está fazendo a extinção de um comportamento está deixando de reforçar aquele comportamento vai existir um pico, vai existir uma piora antes dele começar a melhorar isso se chama bico de extinção.


É um fenômeno conhecido, nós sabemos que vai piorar antes de melhorar.


Então não é porque você está corrigindo que o comportamento vai imediatamente cessar ou imediatamente diminuir. Muito pelo contrário, a criança vai tentar mais forte para ver se agora volta a funcionar. Se você ceder quando ela tenta gritar mais ou bater mais, vai fazer isso mais forte esse novo patamar e vai se manter permanentemente.


Então importante que você tenha certeza quando está iniciando a correção de um comportamento inapropriado, você está consistente e capaz de manter o seu procedimento. Então para não reforçar a atenção da criança olhe para fora e não dê atenção.


Para terceira função do comportamento inapropriado, ou seja, o controle é importante que você faça uma dessensibilização.


Dessensibilizar não é você simplesmente começar a fazer tudo o oposto do que a criança quer.


Então você permite que ela faça um pouco do que ela quer e altera gradativamente por exemplo: ela quer que o brinquedo fique nessa posição você brinca com ela com brinquedo nessa posição faz uma mudança Sutil e continua brincando se ela voltar para o tudo bem você continua brincando, depois vai lá e faz uma pequena mudança de novo a deixa voltar. Vai chegar uma hora que você fazer a pequena mudança e ela não vai mais voltar o objeto lugar.




Então se eu quero trabalhar controle da criança eu tenho que fazer pequenas mudanças. Mudanças gradativas até atingir um novo patamar de tolerância da criança. Não adianta dar um passo muito grande o passo tem que ser sempre um pouco maior do que o que a criança tolera hoje.


Sempre ganhando a motivação da criança fazendo uma pequena alteração ganha de novo motivação faz de novo uma pequena alteração. Alteração pequena quando começa a ser aceita você começa a fazer uma alteração um pouco maior, sempre levando a tolerância da criança um pouco acima.


Mas não adianta ficar toda hora fazendo alterações. Você faz uma alteração e ganha novamente a motivação da criança. E você ficar só muda, ela volta, muda ela volta. Isso vai ser tão aversivo que ela vai simplesmente evitar todo e qualquer contato com você.


Então a mudança de coisas que exigem controle precisão ser gradativa. As extinções radicais de controle geralmente têm efeitos colaterais muito perversos, muito negativos.


Então melhor ir gradativamente fazendo uma dessensibilização conquista um pouco de espaço e volta, conquista mais um pouco espaço e volta.


E para a última função do comportamento evitamento é importante que eu não permita que a criança evite a demanda ou que a criança fuja de uma situação específica de forma inapropriada.


Se a criança está tentando sair do quarto esmurrando a porta eu não posso abrir a porta para ela sair enquanto ela está empurrando. Se eu pedi para criança guardar um brinquedo e ela está tentando evitar fugindo e gritando, eu tenho que garantir que ela guarda o brinquedo mesmo assim.


Eu não posso permitir que ela fuja através do grito e através do evitamento sistemático é importante que eu a ensine falar não, que eu ensine outras formas apropriadas de negar.


E é importante que a criança saiba e tem a possibilidade de negar aquilo que ela não quer também. Mas se ela nega tudo e sistematicamente isso vai afetar diretamente o seu desenvolvimento.


Então não posso permitir que a criança evite sistematicamente o contrato social, não posso permitir que a criança evite sistematicamente a proximidade com outras pessoas ou a interação com objetos ou interação através de alguma atividade.


Não posso permitir sistematicamente a criança evite as mesmas tarefas. Mas é importante que usa a sua motivação para gradativamente construir repertório para que ela possa gostar dessas atividades, para que ela possa tolerar o quarto, para que ela possa tolerar a proximidade.


Use também dessensibilização vai aproximando aos poucos, vai ganhando aos poucos a proximidade, aos poucos o contato e cada vez aproximando mais, cada vez aumentando mais o contato. Mas é importante que se comece de menos para mais.


fonte: Instituto Farol


(Se você achou que essas informações foram úteis, se te ajudou de alguma forma não se esqueça de compartilhar com as pessoas que possam também se beneficiar, muito obrigado e até breve.)

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